O apelido é injusto. A epicondilite lateral ficou conhecida como “cotovelo de tenista”, mas a maioria absoluta das pessoas que chega ao consultório com esse diagnóstico nunca segurou uma raquete. Ela aparece em quem usa muito a mão e o antebraço: profissionais de obra, cabeleireiros, dentistas, cozinheiros, quem trabalha o dia inteiro no computador.
O que é, de fato
Na face externa do cotovelo existe uma proeminência óssea, o epicôndilo lateral, onde se inserem os tendões que estendem o punho e os dedos. A epicondilite é o sofrimento dessa inserção tendínea por sobrecarga repetitiva. Apesar do sufixo “ite”, o que se encontra no tecido não é uma inflamação clássica, e sim uma alteração degenerativa da estrutura do tendão. Isso explica por que anti-inflamatório sozinho não costuma resolver o problema.
Como se manifesta
- Dor na parte externa do cotovelo, que pode descer pelo antebraço;
- Piora ao apertar a mão de alguém, girar uma maçaneta ou levantar um objeto;
- Dificuldade em segurar a xícara ou a garrafa com o braço estendido;
- Sensibilidade ao toque no ponto exato da inserção do tendão.
Existe também a versão interna do problema, a epicondilite medial, ou “cotovelo de golfista”, com mecanismo semelhante do outro lado do cotovelo.
Por que repouso sozinho não basta
Parar de usar o braço alivia enquanto dura, mas não modifica a qualidade do tendão. Ao retomar as atividades, a dor costuma voltar. O que muda o quadro a médio prazo é a reabilitação específica, com exercícios progressivos que estimulam o tendão a se reorganizar, associada ao ajuste do gesto ou da ferramenta que gerou a sobrecarga.
O que compõe o tratamento
Além da reabilitação orientada, órteses podem ajudar a reduzir a tensão sobre a inserção durante as atividades. Infiltrações têm indicação restrita e são discutidas caso a caso, já que o alívio costuma ser de curto prazo. A maior parte dos pacientes melhora sem cirurgia, embora o processo exija paciência: é comum levar alguns meses.
A cirurgia fica reservada para os quadros que persistem depois de um tratamento conservador bem conduzido por tempo adequado, e é planejada individualmente.
Quando procurar avaliação
Se a dor no cotovelo já dura semanas, atrapalha o trabalho ou volta sempre que você retoma as atividades, vale avaliar com especialista. Diagnósticos parecidos, como compressões nervosas e alterações articulares, precisam ser diferenciados antes de qualquer plano.
Fontes
- American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), material sobre tennis elbow.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), orientações ao paciente.
Conteúdo informativo, sem indicação de medicamentos. Não substitui a avaliação médica individual.
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Nenhum artigo substitui uma avaliação. Agende com o Dr. Max Lopes Jr, em Goiânia, e saia com o diagnóstico explicado e um plano definido.
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