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Dedo em gatilho

Dedo em gatilho: por que o dedo trava e o que resolve

Por Dr. Max Lopes Jr · Ortopedista, Cirurgia da Mão · CRM-GO 9028 · RQE 7303

Quem convive com o dedo em gatilho conhece a cena: o dedo dobra normalmente, mas para esticar ele resiste, trava e de repente solta com um estalo. Em alguns dias é só incômodo. Em outros, o dedo amanhece travado e precisa ser aberto com a outra mão.

O que acontece dentro do dedo

Os tendões que dobram os dedos correm por dentro de um sistema de “argolas”, as polias, que os mantêm junto ao osso. Quando o tendão engrossa ou a polia da base do dedo fica mais espessa, o deslizamento deixa de ser suave. O tendão passa forçado, e é essa passagem forçada que produz o travamento e o estalo. O nome técnico é tenossinovite estenosante.

Sinais típicos

É mais frequente no polegar, no anelar e no dedo médio, e aparece com mais facilidade em pessoas com diabetes, artrite reumatoide ou atividades de preensão repetitiva.

Não é falta de alongamento

Vale desfazer um mal-entendido comum: o dedo em gatilho não é problema de alongamento nem de “falta de exercício”. É uma alteração mecânica na relação entre tendão e polia. Forçar a abertura repetidamente costuma irritar ainda mais a região.

Opções de tratamento

Em quadros iniciais, ajustar as atividades que sobrecarregam a mão e usar órtese para repousar o dedo pode ser suficiente. A infiltração com corticoide na bainha do tendão é uma opção bem estabelecida em casos selecionados e resolve boa parte deles, com melhores resultados em quadros de início recente e em pacientes sem diabetes.

Quando o travamento persiste, retorna após infiltrações ou o dedo já fica preso, a cirurgia entra em cena. É um procedimento ambulatorial que libera a polia, devolvendo o deslizamento livre ao tendão. A recuperação costuma permitir movimento precoce, com orientação específica para evitar rigidez.

Quando procurar o especialista

Se o dedo já trava com frequência, se a dor na palma atrapalha segurar objetos ou se você acorda com o dedo preso, vale avaliar com um ortopedista especialista em cirurgia da mão. Casos tratados cedo costumam exigir menos.

Fontes

Conteúdo informativo, sem indicação de medicamentos. Não substitui a avaliação médica individual.

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